O Senhor dá sempre

Iniciando o Capítulo XXV do Evangelho segundo o Espiritismo pelos itens 1 a 5, temos a consolação de que tudo que pedimos a nosso Pai nos será dado conforme, entretanto, segundo ao nosso trabalho. Mas devemos ter fé que Ele sempre nos atende, mesmo quando não compreendemos, no primeiro momento, a sua resposta.

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Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” – Jesus.
(Lucas, 11:13.)

Um pai terrestre, não obstante o carinho cego com que muitas vezes envolve o coração, sempre sabe cercar o folho de dádivas proveitosas.

Por que motivo o Pai Celestial, cheio de sabedoria e amor, permaneceria surdo e imóvel perante as nossas súplicas?

O devotamento paternal do Supremo Senhor nos rodeia em toda parte. Importa, contudo, não viciarmos o entendimento.

Lembremo-nos de que a Providência Divina opera invariavelmente para o bem infinito.

Liberta a atmosfera asfixiante com os recursos da tempestade.

Defende a flor com espinhos.

Protege a plantação útil com adubos desagradáveis.

Sustenta a verdura dos vales com a dureza das rochas.

Assim também,nos círculos de lutas planetárias, acontecimentos que nos parecem desastrosos, à atividade particular, representam escoras ao nosso equilíbrio e ao nosso êxito, enquanto que fenômenos interpretados como calamidades na ordem coletiva constituem enormes benefícios públicos.

Roga, pois, ao Senhor a bênção da Luz Divina para o teu coração e para a tua inteligência, a fim de que te não percas no labirinto dos problemas; contudo, o socorro inicial do Céu nos vem ao caminho comum, através de angústias e desenganos. Aguarda, porém, confiante, a passagem dos dias. O tempo é nosso explicador silencioso e te revelará ao coração a bondade infinita do Pai que nos restaura a saúde da alma, por intermédio do espinho da desilusão ou do amargoso elixir do sofrimento.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Pão nosso. 29. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, Capítulo 63, páginas 141 e 142.

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