Justamente por isso

O Capítulo XXIV do Evangelho segundo o Espiritismo, em seus itens 11 e 12, fala sobre uma “injustiça” em conceder faculdades mediúnicas a quem não seria digno de merecimento. No entanto, é explicado que a mediunidade é conferida a todos para que a espiritualidade possa estar em contato conosco, especialmente para auxiliar aqueles que mais precisam dela, os doentes que precisam de médico.

Crédito: Matt Robinson

Crédito: Matt Robinson

Não vos escrevi porque ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis.”
(I João, 2:21.)

O intercâmbio cada vez mais intensivo entre os chamados “vivos” e “mortos” constitui grande acontecimento para as organizações evangélicas de modo geral.

Não é tão somente realização para a escola espiritista; pertence às comunidades do Cristianismo inteiro.

Por enquanto, anotamos aqui e ali protestos do dogmatismo organizado, entretanto, a revivescência da verdade assim o exige.

Toda aquisição tem seu preço e qualquer renovação encontra obstáculos espontâneos.

Dia virá em que as várias subdivisões do evangelismo compreenderão a divina finalidade do novo concerto.

O movimento de troca espiritual entre as duas esferas é cada vez mais dilatado. O devotamento dos desencarnados provoca a atenção dos encarnados.

O Senhor permitiu mundial Pentecostes para o reajustamento da realidade eterna.

Convém notar, contudo, que as vozes comovedoras e revigorantes do Além repetem, comumente, velhas fórmulas da Revelação e relembram o passado da Sabedoria terrestre, a fim de extrair conceituação mais respeitável referentemente à vida.

É neste ponto que recordamos as palavras de João, interrogando sinceramente: comunicar-se-ão os “mortos” com os “vivos”, porque os homens ignoram a verdade?

Isto não.

Se os que partem falam novamente aos que ficam é que estes conhecem o caminho da redenção com Jesus, mas não se animam, nem se decidem a trilhá-lo.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Pão nosso. 29. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, Capítulo 96, páginas 207 e 208.

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