A candeia viva

A luz do Evangelho já foi posta sobre o candeeiro. Cabe-nos, agora, abrir nossos olhos para ampliarmos nossa visão, para iluminar nosso entendimento e nossa consciência. (Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XXIV, itens 1 ao 7.)

Crédito: Amar Bey.

Crédito: Amar Bey.

Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa.” – Jesus.
(Mateus, 5:15.)

Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática, e desvairaram-se através de veementes discursos em toda parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular. Continue reading

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Acorda e ajuda

Morto está aquele que é ausente na vida: Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo XXIII, itens 7 e 8.

Segue-me e deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.” – Jesus.
(Mateus, 8:22.)

Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse “aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres”, e sim conferisse “aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos”. Continue reading

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Discípulos

Para ser discípulo de Cristo, não basta repetir as frases e ensinamentos à população; é necessário que carregue sua cruz, no exercício de servidão ao próximo (Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XXIII, itens 1 a 3).

Crédito: Gilad Mass.

E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus.
(Lucas, 14:27.)

Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras. Continue reading

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Certamente

“São chegados os tempos”, nos revela a doutrina espírita. O Evangelho segundo o Espiritismo encerra seu capítulo XX, no item 5, com a mensagem do Espírito de Verdade falando a nós acerca dos verdadeiros obreiros do Senhor. Os tempos são chegados para o processo coletivo de elevação do mundo, mas é por meio do trabalho individual de depuração de seu espírito que os verdadeiros seguidores de Cristo, trabalhadores da última hora, tornar-se-ão merecedores a receber sua recompensa. E o que nós estamos fazendo com o nosso tempo?

Certamente cedo venho.”
(Apocalipse, 22:20.)

Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem, a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma criança que desconhece o valor do tempo. Continue reading

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Fé inoperante

A parábola do Festim das Bodas abre o capítulo XVIII do Evangelho segundo o Espiritismo. E para vestirmos a túnica nupcial, o que demonstra que estamos aptos a participar da festa, é necessário não somente ter fé na palavra divina, mas também guardá-la e, principalmente, pô-la em prática.

Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.”
(Tiago, 2:17.)

A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, em benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.
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Administração

É fato que depois que adquirimos a consciência que devemos estudar e trabalhar, nossa vida é repleta de responsabilidades até o fim. Se até o momento vimos que seremos tomados à conta da riqueza e posses que temos nesta, agora o Evangelho segundo o Espiritismo, em seu item 9 do capítulo XVII, vem nos chamar a atenção que também nossa relação de superioridade e inferioridade com as outras pessoas também é avaliado pelo Senhor no devido momento.

Crédito: Stefan Brenner


Dá conta de tua administração.” – Jesus.
(Lucas, 16:2.)


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Maioridade

A maioridade espiritual é o resultado do conjunto de todas as qualidades de um homem bom que se convertem em bençãos para a coletividade, com modéstia, silêncio e esquecimento de si mesmo. É uma virtudes, que dá título ao item 8 do capítulo XVII do Evangelho segundo o Espiritismo.

… O menor é abençoado pelo maior.” – Paulo.
(Hebreus, 7:7.)

Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seu parentes, companheiros ou contemporâneos.

Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.

De modo geral, contudo, aquele que se vê guinado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.

Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho em vão.

A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.

Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converte em bênçãos para a coletividade inteira.

A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.

Cresce a árvore para a frutificação.

Cresce a fonte para benefício do solo.

Se crescente em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.

O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme.

Desenvolvimento é poder.

Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito Mais Alto de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.

Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o “menor é abençoado pelo maior”.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Fonte Viva. 36. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, capítulo 21, páginas 59 e 60.

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Firmeza e constância

É nosso dever, tema do item 7 do capítulo XVII do Evangelho segundo o Espiritismo, manter a firmeza e constância em não provocar a infelicidade de nosso próximo, tirando-lhe de sua tranquilidade, e agir com alegria, ampliando os relacionamentos em benefício do bem comum.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é em vão.” – Paulo.
(I Coríntios, 15:58.)

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Semeadores

Os itens 5 e 6 do capítulo XVII do Evangelho segundo o Espiritismo nos traz a Parábola do Semeador, que nos chama a atenção quanto ao nosso preparo para ouvir e compreender os mandamentos de Deus. Já a leitura a seguir aborda a necessidade de partirmos na propagação da Palavra, semeando nos corações alheios, independente do estado do solo do espírito.

Crédito: Artur Stanisz.

Eis que o semeador saiu a semear.” – Jesus.
(Mateus, 13:3.)

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Renovemo-nos dia a dia

O Evangelho segundo o Espiritismo, em seu capítulo XVI, item 7, nos apresenta a riqueza como uma das mais difíceis provas aqui na Terra, justamente por tudo aquilo que ela pode proporcionar a nós; contudo, é por meio dela que muito progresso é impulsionado. E a leitura complementar a seguir nos chama a atenção para vivermos em equilíbrio, renovando nossas mentes à utilidade da força de nosso trabalho.

Crédito: Vien Dong

… Transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e prefeita vontade de Deus.” – Paulo. (Romanos, 12:2.)

Não adianta a transformação aparente da nossa personalidade e feição exterior.

Mais títulos, mais recursos financeiros, mais possibilidades de conforto e maiores considerações sociais podem ser simples agravo de responsabilidade.

Renovemo-nos por dentro.

É preciso avançar no conhecimento superior, ainda que mesmo que a marcha nos custe suor e lágrimas.

Aceitar os problemas do mundo e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa serenidade, é a fórmula justa de aquisição do discernimento.

Dor e sacrifício, aflição e amargura, são processos de sublimação que o Mundo Maior nos oferece, a fim de que a nossa visão espiritual seja acrescentada.

Facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos vencer os perigos fascinantes das vantagens terrestres.

Renovemos nossa alma, dia a dia, estudando as lições dos vanguardeiros do progresso e vivendo a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante.

Apliquemo-nos à construção da vida equilibrada, onde estivermos, mas não nos esqueçamos de que somente pela execução de nossos deveres, na concretização do bem, alcançaremos a compreensão da vida, e, com ela, o conhecimento da “perfeita vontade de Deus”, a nosso respeito.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Fonte Viva. 36. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, capítulo 107, páginas 277 e 278.

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