A espada simbólica

Muito se discute de aparente contradição nas palavras de Jesus, ao dizer que não veio para trazer a paz, mas a espada, a divisão. Que espada é essa que Jesus vem trazer? A espada do esclarecimento do Evangelho, que nos traz à consciência a necessidade do trabalho de amor e caridade ao próximo, que, em muita das vezes, provoca a divisão entre os próprios familiares.

Crédito: Matt Robinson.

Não cuides que vim trazer a paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada.” – Jesus.
(Mateus, 10:34.)

Inúmeros leitores do Evangelho perturbam-se ante essas afirmativas do Mestre Divino, porquanto o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos foi visceralmente viciado. Na expressão comum, ter paz significa haver atingido garantias exteriores, dentro das quais possa o corpo vegetar sem cuidados, rodeando-se do homem de servidores, apodrecendo na ociosidade e ausentando-se dos movimentos da vida. Continue reading

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Renunciar

O estudo do Capítulo XXIII, itens 4 a 6, nos mostra a importância de renunciarmos as coisas da vida material em benefício daqueles proporcionadas pelo espiritual. No entanto, Jesus alerta de que forma esta renúncia deve se dar.

Crédito: Jack Fusco Photography.

E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” – Jesus.
(Mateus, 19:29.)

Neste versículo do Evangelho de Mateus, o Mestre Divino nos induz ao dever de renunciar os bens do mundo para alcançar a vida eterna. Há necessidade, proclama o Messias, de abandonar pai, mãe, mulher, irmãos do mundo. No entanto, é necessário esclarecer como renunciar. Continue reading

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Não perturbeis

Na leitura complementar dos itens 1 ao 4 do Capítulo XXII do Evangelho segundo o Espiritismo, veremos que o conceito de união efetuada por Deus vai além do casamento entre homem e mulher.

Crédito: Isaac Gautschi

Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” – Jesus.
(Mateus, 19:6.)

A palavra divina não se refere apenas aos casos do coração. Os laços afetivos caracterizam-se por alicerces sagrados e os compromissos conjugais ou domésticos sempre atendem a superiores desígnios. O homem não ludibriará os impositivos da lei, abusando de facilidades materiais para lisonjear os sentidos. Quebrando a ordem que lhe rege os caminhos, desorganizará a própria existência. Os princípios equilibrantes da vida surgirão sempre, corrigindo e restaurando… Continue reading

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Comunicações

É muito difícil, à primeira vista, em uma reunião mediúnica, distinguir o verdadeiro Espírito que transmite ensinamentos a luz do Evangelho daqueles orgulhosos e charlatões, exceto se estes vierem a requerer coisas fabulosas e místicas; isto já os denuncia. Mas, de qualquer forma, devemos estar atentos ao crivo da razão e da lógica para perceber contradições por vezes sutis. Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XXI, item 10.

Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.”
(I João, 4:1.)

Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além. Continue reading

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Comunicações

Muitas vezes é difícil diferenciarmos as boas pessoas das más, que, diante de nossos olhos, se disfarçam em pele de cordeiros. Mas, para ambos os casos, deve-se observar e por à prova a elevação moral das pessoas e espíritos, ratificada por suas atitudes e ideais. (Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XXI, itens 6 e 7.)

Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.”
(I João, 4:1.)

Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além.

Se muitas vezes aparecem fracassos, nesse particular, se as experimentações são falhas de êxito, é que, na maioria dos casos, o indagador obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante.

O propósito de exclusividade, nesse sentido, abre larga porta ao engano. Através dela, malfeitores com instrumentos nocivos podem penetrar o templo, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.

Bela e humana a dilatação dos laços de amor que unem o homem encarnado aos familiares que o precederam na jornada de Além-Túmulo, mas é inaceitável que o estudante obrigue quem lhe serviu de pai ou de irmão a interferir nas situações particulares que lhe dizem respeito.

Haverá sempre quem dispense luz nas assembleias de homens sinceros. O programa de semelhante assistência, contudo, não pode ser substancialmente organizado pelas criaturas, muita vez inscientes das necessidades próprias. Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Caminho, Verdade e Vida. 28. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, capítulo 69, páginas 153 e 154.

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Frutos

O título do Capítulo XXI do Evangelho segundo o Espiritismo é “Haverá falsos Cristos e falsos profetas”. Em uma alusão a árvores e seus frutos, Jesus fala-nos de profetas vacilantes. Mas, de modo geral, também nos ensina que é observando as ações das pessoas que podemos deduzir com maior clareza e elas são boas ou inclinadas ao mau.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” – Jesus.
(Mateus, 7:20.)

O mundo atual, em suas elevadas características de inteligência, reclama frutos para examinar as sementes dos princípios. Continue reading

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Viver pela fé

Ao homem de bem, consciente de sua fé divina, é concedida a verdadeira felicidade, pois há nele a certeza futura de sua vida fiel aos preceitos de Cristo, mesmo nas dificuldades de sua existência.

Mas o justo viverá pela fé.” – Paulo.
(Romanos, 1:17.)

Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela fé.
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Por amor

Os itens 10, 11 e 12 do capítulo XVIII do Evangelho segundo o Espiritismo nos mostra que muito se pedirá a quem muito recebeu, nos ensinando que muitas vezes nos tornamos cegos de orgulho quando acreditamos ter maior conhecimento sobre as escrituras e não convertemos em ações aquilo que sabemos, aquilo que é esperado de nós.

Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos e compreendam no coração e se convertam e eu os cure.”
João, 12:40.)

Os planos mais humildes da Natureza revelam a Providência Divina, em soberana expressão de desvelo amor. Continue reading

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A grande pergunta

O texto a seguir faz referência direta aos itens 6, 7, 8 e 9 do capítulo XVIII do Evangelho segundo o Espiritismo ao responder o porquê de “nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no Reino dos Céus.

E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” – Jesus.
(Lucas, 6:46.)

Em lamentável indiferença, muita pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo. Continue reading

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Comer e beber

O Capítulo XVIII do Evangelho segundo o Espiritismo, nos itens 3, 4 e 5, nos traz a parábola da porta estreita. Podemos entender o quanto é difícil para nós, no estágio atual de nossa evolução, mantermos disciplinados com os verdadeiros ensinamentos de Jesus. Assim, “comer e beber” na presença do Mestre sem aplicar a lição assimilada ao nosso cotidiano não nos torna aptos a entrar pela porta dos céus.

Crédito: Stergos Skulukas

Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” – Jesus.
(Lucas, 13:26.)

O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos filhos ingratos.
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