Bem aventuranças

O término do Capítulo XXIV do Evangelho segundo o Espiritismo, nos itens 17, 18 e 19, nos inspira a aumentar a nossa fé em Cristo, pois, quanto mais nos aproximamos Dele, mais as outras pessoas se afastam de nós, por não estarem trilhando o mesmo caminho.

Crédito: Jared Blash photography.

Crédito: Jared Blash photography.

Bem aventurados sereis quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.” – Jesus.
(Lucas, 6:22.)

O problema das bem aventuranças exige sérias reflexões, antes de interpretado por questão líquida, nos bastidores do conhecimento.

Confere Jesus a credencial de bem aventurados aos seguidores que lhe partilham as aflições e trabalhos; todavia, cabe-nos salientar que o Mestre categoriza sacrifícios e sofrimentos à conta de bênçãos educativas e redentoras.

Surge, então, o imperativo de saber aceitá-los.

Esse ou aquele homem serão bem aventurados por haverem edificado o bem, na pobreza material, por encontrarem alegria na simplicidade e na paz, por saberem guardar no coração longa e divina esperança.

Mas… e a adesão sincera às sagradas obrigações do título?

O Mestre, na supervisão que lhe assinala os ensinamentos, reporta-se às bem aventuranças eternas; entretanto, são raros os que se aproximam delas, com a perfeita compreensão de que se avizinha de tesouro imenso. A maioria dos menos favorecidos no plano terrestre, se visitados pela dor, preferem a lamentação e o desespero; se convidados ao testemunho de renúncia, resvalam para a exigência descabida e, quase sempre, ao invés de trabalharem pacificamente, lançam-se às aventuras indignas de quantos se perdem na desmesurada ambição.

Ofereceu Jesus muitas bem aventuranças. Raros, porém, desejam-nas. É por isto que existem muitos pobres e muitos aflitos que podem ser grandes necessitados no mundo, mas que ainda não são benditos no Céu.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Pão nosso. 29. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, Capítulo 89, páginas 193 e 194.

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