Ao partir do pão

O texto a seguir é recomendação para o estudo do capítulo XXV, itens 9, 10 e 11, do Evangelho segundo o Espiritismo.

E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido a o partir do pão.”
(Lucas, 24:35.)

Muito importante o episódio em que o Mestre é reconhecido pelos discípulos que se dirigiam para Emáus, em desesperação.

Jesus seguira-os, qual amigo oculto, fixando-lhes a verdade no coração com as fórmulas verbais, carinhosas e doces.

Grande parte do caminho foi atravessada em companhia daquele homem, amoroso e sábio, que ambos interpretaram por generoso e simpático desconhecido e, somente ao partir do pão, reconhecem o Mestre muito amado.

Os dois aprendizes não conseguiram a identificação nem pelas palavras, nem pelo gesto afetuoso; contudo, tão logo surgiu o pão materializado, dissiparam todas as dúvidas e creram.

Não será o mesmo que vem ocorrendo no mundo há milênios?

Compactas multidões de candidatos à fé se afastam do serviço divino, por não atingirem, depois de certa expectação, as vantagens que aguardavam no imediatismo da luta humana. Sem garantia financeira, sem caprichos satisfeitos, não comungam na crença renovadora, respeitável e fiel.

É necessário combater semelhante miopia da alma.

Louvado seja o senhor por todas as lições e testemunhos que nos confere, mas continuarás muito longe da verdade se o procuras apenas na divisão dos bens fragmentários e perecíveis.

Emmanuel (Espírito); [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Pão nosso. 29. ed. – 5ª reimpressão. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2012, Capítulo 129, páginas 273 e 274.

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